
As pequenas e ocupadas mini-consumidoras japonesas não são compradoras comuns. Elas fazem parte das consumidoras dimânicas deixadas na lenta economia japonesa. Especialistas em marketing as chamam de "bubble juniors": meninas com idades entre 10 e 14 anos, filhas de japonesas que gastaram despreocupadamente durante os anos de "bolha" do Japão na década de 1980. Elas são potentes criadoras de tendências, como as colegiais nos anos 80 e as ginasiais nos anos 90.
Recentemente foram feitas linhas de roupas voltadas para o poder de compra das bubbles juniors. Isso ocorre porque estas garotas não querem vestir o que há na seção de criança. Em vez disso, elas misturam estilos maduros com cores brilhantes e ornamentos infantis. Em março deste ano, um andar inteiro de um dos maiores shoppings de Tóquio foi renovado para servi-las. As vendas, desde então, subiram 30%.
As bubbles juniors dependem financeiramente dos pais, o que pode ser uma séria barreira para elas. Mas isso não é um problema, afirmam os analistas. Uma garota, muitas vezes, tem uma mãe moderna e dois pares de avós amorosos. Mães-bolha, ao contrário das gerações anteriores, estão gastando uma fortuna em roupas que provavelmente só serão usadas por uma temporada.